2/12/2008

Os dez maiores vilões dos quadrinhos [parte 2]

8º lugar – Superboy Primordial

Superboy Primordial

Ele é o Superboy da Terra-Primordial, um universo onde ele é o único herói. Com os eventos da Crise nas Infinitas Terras e a unificação do multiverso, ele foi um dos poupados juntamente com o Superman da Terra-2 e Lois Lane da Terra-2. Durante a saga Crise Infinita (e spin-offs anteriores e posteriores), ele matou integrantes dos Novos Titãs, o Superboy, o Superman da Terras-2 e uma cacetada de integrantes da Tropa dos Lanternas Verdes. Tudo isso porque ele se achava o único herói digno de continuar existindo – e chegou muito perto de conseguir. O adolescente mais psicótico e doente do Universo DC, sem dúvida.

7º lugar – Rei do Crime

Rei do Crime

Imagine um vilão com moral o suficiente para peitar o Homem-Aranha de igual para igual. Agora, imagine um vilão f%&@# suficiente para não só bater de frente com o Demolidor, um dos heróis mais casca-grossa do universo Marvel, como também para detonar a identidade secreta dele e fazer com que ele seja preso. Esse é Wilson Fisk, o Rei do Crime. Muita gente não sabe, mas ele apareceu pela primeira vez como um vilão do aracnídeo, antes de migrar para a revista do homem sem medo. Além de inteligentíssimo, o homem também é – literalmente – uma montanha de músculos, capaz de esmagar a cabeça de um homem com as próprias mãos.

No próximo: uma entidade além do tempo-espaço com um cardápio BEM desagradável e o homem que matou a garota dos sonhos de toda uma geração!

18/11/2008

Os dez maiores vilões dos quadrinhos [parte 1]

Já faz um tempinho que eu queria fazer uma pequena lista sobre o universo dos quadrinhos. Aproveitando tudo que eu andei lendo ultimamente, é a hora perfeita. Decidi começar pelos vilões, a parte mais importante do herói. Imagine se o Superman ou o Homem-Aranha enfrentasse apenas ladrões de banco. Seria um saco. O que dá boa parte da cor aos nossos heróis preferidos são justamente essa parte podre, terrível, maligna e adorável da galeria de vilões. Então, vamos a ela!*

* Importante citar que esse “top ten” são baseados em alguns critérios, mas o mais importante deles é MINHA preferência. Sem xingar minha mãe nos comentários, ok?

10º lugar – Caveira Vermelha

Caveira Vermelha

O Caveira Vermelha, grande inimigo do bandeiroso Capitão América, é um dos mais odiosos vilões dos quadrinhos, na minha opinião. Só para começar, ele é nazista. Qualquer um que defenda essa parada de “supremacia ariana” já ganha muitos pontos num ranking como esse. O Caveira foi treinado pelo próprio Hitler. Além disso, ele vem sendo uma pedra no sapato desde a década de 60. Pela filosofia doentia e a perseverança, um merecidíssimo décimo lugar para ele.

9º lugar – Bizarro

Bizarro

Bizarro é, hm, bizarro. Um clone distorcido do maior símbolo dos quadrinhos (não gosto tanto do Superman assim, mas tenho que dar o braço a torcer nesse sentido) que tenta ser um herói, mas sua mente distorcida faz com que suas ações sejam sempre destrutivas. Vilões loucos são sempre os mais legais. O espelho degenerado do Superman merece esse nono lugar.

A seguir: um vilão grande demais para um só herói e o adolescente revoltado que quase destruiu o multiverso!

1/10/2008

Fritz Lang, 1944, São Paulo e eu

Dia desses, estava indo para a Paulista por volta das oito da manhã, pegando o metrô Bresser até o Consolação. Qualquer paulistano ou freqüentador do nosso metroplexo do coração sabe o que isso significa. Para aqueles que não sabem, isso significa seguir num vagão de metrô completamente abarrotado, descer numa estação central ainda mais abarrotada de gente, seguir até outra estação de integração, pegar, mais um vagão completamente superlotado e enfim chegar ao destino. Sério.

Estação de metrô Sé - São Paulo

Ao chegar na Sé (a tal estação central), eu mancava por minha vida – tinha machucado o joelho fazia pouco tempo e mancar era o movimento mais rápido que eu conseguia fazer sem auxilia mecânico, como rodinhas. No curto espaço entre a porta de saída e as escadas, a estação vira um compacto de quinze segundos da operação Overlord: você não pode parar de avançar, não importando o quanto você esteja cansado ou machucado. Vacilar é morrer, pois a massa segue você por poucos centímetros e o atropela se você descuidar.

Soldados na Normandia - 1944

Felizmente, com as bênçãos de Montgomery e Churchill, cheguei até a escadaria. Nesse momento, não fazia diferença se eu estava mancando ou não: todos seguiam como numa grande marcha dos pingüins, passinho depois de passinho. Era como se, simultaneamente, todos os cadarços de todos os tênis de todas as pessoas tivessem sido amarradaos. E, enquanto subia, fiquei lembrando das cenas de “Metropolis”, de Fritz Lang: os trabalhadores anônimos, em ritmo cadenciado, entrando na fábrica. Alimento da máquina ou do tal sistema.

Cena de Metropolis, filme de Fritz Lang - 1927

Adoro São Paulo e, ironicamente, ela me apavora muito. Acho que o fato dessa cidade reunir justamente o futuro utópico e pessimista junto com uma porrada de outras coisas é o que faz com que eu ache esse lugar incrível. E, cada vez mais, ela dá vida para muitos desses temores que os artistas do começo do século passado tanto alertavam em suas obras.  E podem me chamar de alarmista maluco e outros adjetivos, mas isso me assusta muito. A cada dia, “1984” é deslocado mais um centímetro em direção à prateleira de “não-ficção”.

Veja: Filme Metropolis completo no Youtube

Estação de metrô Sé na hora do rush

10/9/2008

Star Wars: Clone Wars – os desenhos de dez minutos que salvaram uma franquia

Todos que me conhecem sabem que eu adoro Star Wars. Não faz muito tempo (relativamente falando) que conheci a saga do tio Lucas, mas rapidamente adquiri um carinho enorme por aqueles personagens e sua história. Meu trabalho de conclusão na faculdade foi sobre Star Wars, para você ter uma idéia.

Isso certamente aconteceu porque conheci a trilogia clássica antes da nova, na minha opinião. Eu sei que essa é uma opinião mais do que batida entre os fãs xiitas, mas a verdade é que falta alguma coisa na saga de Anakin Skywalker. Aliás, falta muita coisa. Mexer no vespeiro que é o coração do fã é algo que poucos tem cojones de fazer. O George tem.

E com isso desagradou muita gente por aí. E não era para menos. Entre midi-chlorians, Jar Jar Bings e corridas de podracers, o que sobrou foi um gosto amargo de “mataram meus sonhos” na boca de senhores de meia-idade e jovens ao redor do globo. De bom, algumas poucas coisas como Natalie Portman e…

Clone Wars

Star Wars: Clone Wars

Bom, continuando. Foi sem muita esperança que vi estrear Star Wars: Clone Wars em 2003. Essa série de animações curtinhas, com episódios de dez minutos nas primeiras duas temporadas e quase 15 minutos na terceira, surgiu sem tanto alarde na época, passando em intervalos de desenhos do Cartoon Network brasileiro. E essas histórias estão entre as coisas mais legais de Star Wars feitas para audiovisual dos últimos anos. Desenhos bonitos, ação bem orquestrada e conduzida e uma trama que, embora não fosse complexa, não ofendia em nada a fãs e navegantes de primeira viagem.

A série foi o principal gancho entre o Episódio II e o Episódio III, terminando exatamente na cena inicial de A Vingança dos Sith. Expandiu personagens desconhecidos para o grande público, como a jedi Aylaa Secura e os soldados da República. A série ainda possui o grande mérito de apresentar o passado daquele que se tornaria Darth Vader sem obrigar o público a suportar a medonha atuação de Hayden Christensen.

Talvez o bom George tenha colocado a mão na consciência ao lançar o filme Star Wars: The Clone Wars. Ainda não vi, mas dizem que o filme é muito divertido e a série promete. Só espero que seja o fim da saga dos Skywalkers no cinema/televisão. Já tá bom, né?

9/9/2008

O clássico primeiro post sem sentido

Acho que a primeira postagem é quase como o primeiro encontro: você não faz a menor idéia do que está fazendo direito, está com um medo absurdo de fazer uma besteira gigante e incorrigível ou ficar falando coisas sem sentido. Por isso, vou usar para fazer este post a mesma técnica que usei no meu primeiro encontro: ficarei bêbado.

Brincadeira.

Vou contar rapidamente como surgiu a idéia de criar este blog. Não é nenhuma história surpreendente: a Kakah, do Meu Veneno, começou a trabalhar comigo. No dia em que nos conhecemos, ela já me arrastou para um Nerds On Beer. Na época, eu não fazia idéia do que era isso. Mas eu conheci muita gente legal naquela noite. E descobri esse ambiente.

O que eu conhecia de blogs ainda estava restrito àquela visão de “meu querido diário” ultrapassado. Conhecer aquelas pessoas e conviver com a Kakah, que sempre buzinou no meu ouvido para que eu fizesse meu blog, me fez pensar seriamente sobre isso. E cá estou.

Apesar dessa inauguração sentimental, quase ao som de violinos, já dá pra perceber que não pretendo (sempre) falar da minha vida nesse blog. Eu quero é dividir contigo minhas opiniões e idéias sobre várias coisas que eu gosto, e que você também deve gostar. Vou falar sobre cinema, quadrinhos, música e qualquer coisa desse mundinho nerd que nós vivemos. Espero que fique legal.